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Bolsa Família 2026: beneficiários têm direito a tarifa social de energia elétrica

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A tarifa social de energia elétrica representa um benefício que garante descontos e até gratuidade na conta de luz para famílias inscritas no Bolsa Família e no Cadastro Único (CadÚnico). Com as mudanças aprovadas pela Câmara dos Deputados, o acesso ao programa foi ampliado, abrangendo um público maior em todo o país. O benefício existe há anos, mas muitas famílias ainda desconhecem o direito ou não sabem como acessá-lo.

O que é a tarifa social de energia elétrica

A Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE) é um programa federal que oferece descontos progressivos na conta de luz para famílias de baixa renda. O programa foi criado para reduzir o impacto das tarifas de energia sobre a população com menor poder aquisitivo.

Com a nova medida aprovada na Câmara, o modelo passou a prever gratuidade total da conta de energia elétrica para determinadas famílias, além de ampliar o perfil de quem tem direito ao benefício. A proposta aguarda aprovação no Senado Federal para entrar em vigor definitivamente.

Quem tem direito à tarifa social em 2026

A nova legislação ampliou consideravelmente o público elegível ao benefício. Têm direito à tarifa social de energia elétrica as seguintes famílias:

Beneficiários do Bolsa Família e CadÚnico

Famílias inscritas no CadÚnico com renda mensal de até meio salário mínimo per capita podem receber o benefício. Os beneficiários do Bolsa Família se enquadram automaticamente nesse critério, já que o programa exige renda familiar per capita de até R$ 218,00.

Beneficiários do BPC

Pessoas com deficiência ou idosos com 65 anos ou mais que recebam o Benefício de Prestação Continuada (BPC) também têm direito à tarifa social, independentemente de estarem no Bolsa Família.

Populações tradicionais

Famílias indígenas e quilombolas registradas no CadÚnico passaram a ter inclusão automática no programa, eliminando barreiras burocráticas que antes dificultavam o acesso.

Áreas com sistemas isolados

Famílias de baixa renda atendidas por sistemas de energia off-grid, ou seja, não conectadas à rede elétrica pública, agora também podem acessar o benefício. Essa mudança é especialmente importante para regiões remotas da Amazônia Legal.

Três modelos de lâmpadas (LED, fluorescente e incandescente) sobre cédulas de dinheiro, com uma das lâmpadas acesa.
A Tarifa Social pode garantir descontos progressivos e até gratuidade total na conta de energia para famílias de baixa renda. Imagem: iStock.

Descontos e gratuidade: como funciona

O modelo atual da tarifa social de energia elétrica prevê diferentes níveis de benefício, dependendo do consumo mensal:

Gratuidade total (100%)

Famílias inscritas no CadÚnico com consumo mensal de até 80kWh têm gratuidade total na conta de luz. Segundo o governo federal, mais de 60 milhões de brasileiros já receberam isenção total desde julho de 2025, quando a medida passou a valer provisoriamente.

Descontos progressivos

Para consumos acima de 80kWh, o programa oferece descontos que variam conforme a quantidade de energia utilizada:

  • 80 a 150 kWh: desconto significativo no valor da conta
  • 150 a 220 kWh: desconto intermediário
  • Acima de 220 kWh até o limite: desconto menor, mas ainda relevante

Além disso, famílias com renda entre meio e um salário mínimo per capita têm isenção da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que representa cerca de 12% da fatura de energia.

Inclusão automática: redução de burocracia

Uma das alterações trazidas pela nova legislação é a inclusão automática dos beneficiários elegíveis. Anteriormente, era necessário que o cidadão solicitasse o benefício diretamente à distribuidora de energia, o que causava exclusão por desconhecimento ou dificuldade de acesso à informação.

Com a mudança, o cruzamento de dados entre a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Ministério do Desenvolvimento Social e as distribuidoras permite a identificação dos beneficiários. Dados oficiais apontam que outros 55 milhões de brasileiros foram beneficiados com desconto parcial desde a implementação provisória da medida.

Compensação para o setor elétrico

A ampliação da tarifa social de energia elétrica gerou discussões sobre o impacto financeiro no setor elétrico. O modelo aprovado estabelece compensações para as distribuidoras através de um refinanciamento de dívidas das usinas hidrelétricas.

Estimativas apontam que até R$ 6 bilhões podem ser arrecadados com a renegociação de parcelas vencidas. Este valor será utilizado para compensar as distribuidoras e suavizar os reajustes tarifários, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.

O custo do benefício é distribuído entre todos os consumidores de energia elétrica do país, através da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), mecanismo que já financia diversos programas do setor elétrico.

Para mais informações, acesse o portal Notícias Consursos.

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