Banco Will: segunda fase de reembolso começa e mais de 300 mil clientes receberão seu dinheiro de volta


A expectativa de ver o dinheiro investido retornando para o bolso dos clientes do banco Will aumenta com o início da segunda fase de reembolsos. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) iniciou, a partir de 7 de abril, o ressarcimento para mais de 300 mil pessoas que foram prejudicadas após a decisão do Banco Central de liquidar o braço digital do Banco Master.

Nesta etapa, há valores maiores envolvidos, prometendo alívio para quem tinha quantias entre R$ 1 mil e R$ 250 mil a receber. Se você está aguardando o reembolso do seu dinheiro, continue por aqui.

O que motivou o reembolso do banco Will

Imagine acordar um dia e descobrir que o banco onde você guardava suas economias foi fechado pelo governo. Foi exatamente isso que aconteceu com milhares de clientes do banco Will em janeiro de 2026.

O Banco Central decretou a liquidação do Will — e também do Banco Master e do Banco Pleno, todos do mesmo grupo. A razão? Suspeitas sérias de crimes financeiros, que resultaram até na prisão de Daniel Vorcaro, dono do conglomerado.

Para quem tinha dinheiro nessas instituições, o susto foi grande. Mas o FGC — o Fundo Garantidor de Créditos, que existe justamente para proteger as pessoas nesses momentos — entrou em ação para garantir que ninguém ficasse no prejuízo.

Os valores são altos: mais de R$ 39 bilhões já foram devolvidos a cerca de 669 mil clientes do Master. No caso do Will, a devolução começou em fevereiro, para quem tinha até R$ 1 mil. Agora, quem tem até R$ 250 mil também vai receber — e essa fase pode chegar a R$ 6 bilhões em reembolsos.

Como funciona o reembolso nesta segunda etapa

Mão segurando celular com logo do Will Bank na tela amarela, em ambiente urbano externo
FGC começa a devolver valores para 312 mil credores do Will Bank; confira os detalhes.
Imagem: Notícias Concursos

Diferente do que muita gente imaginava, não basta esperar o dinheiro cair na conta. O próprio cliente deve baixar o aplicativo oficial do FGC (disponível para Android e iOS), realizar um cadastro, anexar os documentos exigidos e formalizar a solicitação de devolução. Este procedimento visa proteger os dados e garantir maior transparência no processo.

Fique atento aos passos básicos:

  • Baixar o aplicativo oficial do FGC.
  • Preencher o cadastro com dados pessoais.
  • Anexar documentação exigida.
  • Confirmar e formalizar o pedido de ressarcimento.

Esse processo também serve como barreira contra golpistas. Há pessoas mal-intencionadas que tentam se aproveitar da situação, oferecendo “antecipações” ou prometendo agilizar o pagamento — em troca de dados pessoais ou dinheiro. Não caia nessa.

O FGC nunca entra em contato por telefone, WhatsApp ou redes sociais solicitando senhas, códigos ou qualquer informação pessoal. Se você receber uma mensagem assim, desconfie. Link desconhecido, número estranho ou proposta boa demais têm tudo para ser golpe.

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Resultados das etapas anteriores e expectativas atuais

Na etapa inicial, quem tinha até R$ 1 mil para receber já foi beneficiado em fevereiro, com cerca de 1,1 milhão de pessoas contempladas e um total de R$ 126 milhões pagos. Agora, cerca de 312 mil novos credores entram na lista, aguardando ressarcimentos em valores superiores.

O teto da garantia do FGC — R$ 250 mil por CPF ou CNPJ — permanece o mesmo. Portanto, mesmo grandes investidores contam com o serviço limitado a esse montante. O processo é todo digital e, segundo o próprio fundo, os pagamentos devem somar por volta de R$ 6 bilhões nesta rodada.

Você faz parte do grupo de clientes aguardando o reembolso? Já realizou seu cadastro no aplicativo do FGC ou ainda tem dúvidas sobre o processo? Fique atento aos comunicados e oriente amigos e familiares a não caírem em golpes durante a restituição.

Para mais informações, continue acompanhando o portal Notícias Concursos.

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