Os segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que recebem o auxílio-doença, atualmente chamado de Benefício por Incapacidade Temporária, têm um motivo extra para acompanhar o extrato em maio: o pagamento da segunda parcela do 13º salário do INSS.
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A antecipação, que começou com a primeira parcela depositada no calendário do INSS de abril, injetará bilhões na economia.
No entanto, o beneficiário deve ficar atento, pois o valor líquido de maio pode ser menor do que o de abril devido aos descontos do Imposto de Renda e à proporcionalidade do tempo de benefício.
Calendário de pagamentos de maio
O cronograma do pagamento do mês-base de maio, assim como de praxe, segue o número final do benefício (NB), desconsiderando o dígito após o traço. Os pagamentos são divididos entre quem recebe até um salário mínimo e quem recebe acima do piso.
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Confira o calendário oficial do benefício de maio abaixo (lembrando que as datas de liberação são as mesmas para a segunda parcela do 13º do INSS):
| Final NB | Até 1 salário mínimo | Acima de 1 salário mínimo |
|---|---|---|
| 1 | 25 de maio | 01 de junho |
| 2 | 26 de maio | 02 de junho |
| 3 | 27 de maio | 03 de junho |
| 4 | 28 de maio | 05 de junho |
| 5 | 29 de maio | 08 de junho |
| 6 | 01 de junho | 01 de junho |
| 7 | 02 de junho | 02 de junho |
| 8 | 03 de junho | 03 de junho |
| 9 | 05 de junho | 05 de junho |
| 0 | 08 de junho | 08 de junho |
Por que o valor do 13º pode ser menor?
Diferente da primeira parcela paga em abril, que foi integral, a segunda parcela sofre dois tipos de ajustes: o IR e a proporcionalidade.
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É na competência de maio que o INSS retém o imposto de quem é tributável.
No caso da proporcionalidade, para quem começou a receber o auxílio-doença após janeiro de 2026, o valor do 13º não será o “cheio”, mas sim proporcional aos meses em que o benefício esteve ativo no ano, sem retroativo.
Novas regras do auxílio-doença
Uma das maiores mudanças do órgão para 2026 é a consolidação do Atestmed. O Ministério da Previdência Social e o INSS ampliaram o prazo para a concessão do benefício apenas via análise documental.
Com isso, a partir de agora, atestados médicos que recomendam afastamento por até 90 dias podem ser aprovados sem perícia presencial. Antes, esse limite era de apenas 60 dias.
Essa medida visa desafogar as agências, permitindo que o segurado resolva tudo de casa, anexando os documentos pelo portal ou aplicativo Meu INSS.
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O que o atestado médico deve conter?
Para não ter o benefício negado pelo sistema, é fundamental que o documento seja legível e contenha como informações o nome completo do paciente, data de emissão (não pode ter mais de 90 dias), CID ou diagnóstico por extenso, assinatura e carimbo do médico com CRM ou CRO e prazo estimado de repouso, que pode ser de até 90 dias.
Caso os 90 dias não sejam suficientes e o trabalhador ainda não tenha condições de voltar ao trabalho, é possível solicitar uma prorrogação 15 dias antes do fim do prazo.
Não é preciso abrir um novo pedido; a nova avaliação é feita via telemedicina ou presencialmente, conforme o caso.
Consulta dos valores
O extrato detalhado de maio estará disponível assim que a folha de pagamento for processada.
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Para consultar, basta acessar o site ou app Meu INSS com a conta Gov.br, clicar em “Extrato de Pagamento”, selecionar o mês de referência, que é o de maio de 2026, e verificar o valor bruto, os descontos e o valor líquido final.
Em caso de dúvidas, o segurado pode telefonar para a Central 135, que tem atendimento humano de segunda a sábado, das 7h às 22h, ou simplesmente recorrer ao chat dentro do Meu INSS.

